Durante cerca de um ano, escrevi regularmente no espaço do Facebook com o mesmo nome, as crónicas que descreviam os principais eventos que presenciei de 1968 a 1986. É a minha vida mas também é o retrato de uma época. Alguns amigos ajudaram-me com alguns textos nessa tarefa e este espaço estará sempre aberto a novas partilhas. As crónicas daquilo que eu queria ter contado já terminaram mas o espírito de grupo de todos os que nelas se reconhecem, continuará para sempre.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
AINDA O DISCO AMARELO
Esta crónica só faz sentido para quem tiver lido as crónicas do Paulo Caiado ("O Sótão" e "O Disco Amarelo") a minha ("Em Busca do Disco Amarelo") e os respectivos comments.
Ele há coisas extraordinárias. Depois de todas as coincidências em torno do meu comment e das crónicas do Paulo Caiado - depois de tudo o que descrevi sobre a importância desse Disco Amarelo na minha memória - e depois de ter pensado o que seria feito desse disco que eu nunca mais vira (aliás, antes da crónica do Paulo eu nem sabia que disco era... só que era amarelo)...
Bom não é que depois disto tudo descubro que tenho um exemplar desse disco e não sabia... :-)
Um dia desta semana, estava eu a arrumar coisas aqui no atelier e lembrei-me que tinha um monte de discos de vinil coloridos, sem capa. Discos que vou comprando aqui e ali, na feira da ladra, saldos nas lojas que vendem vinil, lojas de velharias, etc.... A maior parte dos discos são colectâneas tipo Super-êxitos Polystar e coisas assim... nem costumo olhar para ver que discos são. Compro porque são baratos e são bonitos.
Fui buscar esse monte de discos e no meio de rodelas verdes, azuis, cor de rosa, laranja... um dos discos era AMARELO... suspense... durante uns segundos o meu coração bateu mais forte... pensei: será que é? não... quem sabe talvez...
e não é que era mesmo?
um exemplar do Maxi-Sngle do tema "Haven't Stopped Dancing Yet", Gonzales, 45 rpm, amarelo translúcido.
Bom, não é exactamente o exemplar que o Paulo Caiado comprou na Tália e que animou o Sótão.
Mas é um igual. :-)
Quando houver uma festa podemos tocá-lo e cantar " I Haven't Stopped Dancing Yet... " :-)
(post do João Paulo Feliciano)
Publicada por
Paulo Caiado
à(s)
17:10
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terça-feira, 1 de junho de 2010
EM BUSCA DO DISCO AMARELO

Paulo, obrigado pela crónica - e post - sobre o DISCO AMARELO.
Foi uma daquelas coincidências, um daqueles momentos em que o tempo sincroniza as acções e pensamentos de duas ou mais pessoas à distância: tu voltas a publicar a crónica sobre O SÓtÂO - a primeira que aqui publicaste e que eu não tinha lido no post original; Eu leio essa crónica, revejo as memórias desse sótão, e lembro-me do "disco amarelo"; escrevo um comment à tua crónica mencionando esse disco... e tu respondes "Nem de propósito, a crónica de quarta-feira é sobre esse disco e está concluida..." E ainda por cima acabas por publicar a crónica logo nesse dia (ontem) por outra coincidência: o aniversário do Johnny Crespo Wilson.
Abençoada "rede" e abençoado Facebook.
Este disco - o DISCO AMARELO - ficou-me para sempre na memória. Uma daquelas memórias cuja força não conseguimos bem compreender, talvez potenciada pelo mistério... Revi a imagem daquela rodela de vinil amarelo vezes sem conta na minha cabeça, acompanhada de fragmentos de memória algo difusos... a imagem do sótão, uma vaga memória da música contida nesse disco (era disco-sound), algumas caras de pessoas, uma sensação de "domingo à tarde", um sentimento de excitação e de alegria adolescentes...
Essas memórias sempre adensaram o mistério sobre esse disco - e dessa forma devem ter contribuído para a minha relação com a música e em particular com os discos de vinil.
De cada vez que pensava nesse disco - e foram vezes sem conta - perguntava-me: que disco seria esse? que grupo? que música? Lembrava-me que era um máxi-single, que teria sido a primeira vez que tinha visto um máxi-single... Em que ano teria sido? De quem seria o disco? Onde estaria "esse disco"? E pensava exactamente nessa cópia do disco: onde estaria esse objecto tão fortemente marcado na minha memória?
Ler esta tua crónica sobre o DISCO AMARELO foi por isso um momento de revelação em que preenchemos espaços vazios da nossa memória afectiva. Quando isso acontece sentimos uma mistura de emoções, umas que nos vêm das recordações desse episódio ou fase da vida em particular, outras que são de agora, do que estamos a viver, e outras ainda que atravessam longos periodos da nossa existência... todas essas emoções se cruzam de um modo simultaneamente intenso e difuso.
Agora sei a história desse disco. E daqui em diante, cada vez que me lembrar dele, será uma memória enriquecida... agora, quando pensar n' O DISCO AMARELO vou pensar no Paulo Caiado, nos Crespos e outras pessoas com quem me cruzei nessa altura. Vou pensar na Tália, no Anselmo, na Discosom, na loja de discos que ficava na cave do Drugstore ?? (onde depois foi o Menú)... ou seja, os locais onde comprei os discos da minha adolescência (muitos deles ainda comigo e a serem tocados de vez em quando)...
e vou-me lembrar da relação ambígua que tinha na altura com o disco-sound (durou ainda alguns anos)... era quase um conflito de interesses: como era possível eu gostar dos Sex Pistols, Ramones, Jimi Hendrix, Led Zeppelin? Devo, Wire,... e gostar daquela música (e o facto é que gostava)?. Foi preciso a maturidade para o conflito estético desaparecer e ser substituido pela síntese ( LCD SOUNDSYSTEM :-) é procurar no youtube)
A música tem a encorme capacidade de evocar emoções, sentimentos, memórias... de gerar afectivade, paixões, conforto e desconforto...
Sempre me intrigou a relação que se establece entre a nossa experiência e a "banda sonora" dessa experiência, ou melhor experiências. A cada fase da nossa vida associamos uma determinada banda sonora, composta de memórias da música que nos acompanhou nesses momentos, mas também da memória dos locais, das pessoas, dos objectos...
Há uns tempos escrevi um texto que fala de algumas destas coisas.
Está aqui o link, se alguêm quiser ler "A história da musica não vai nem a meio…" http://blog.joaopaulofeliciano.com/
Para terminar:
Onde é que está esse DISCO AMARELO? Essa cópia que tu compraste na Tália e vendeste ao "Johnny Crespo Wilson"? Estará algures concerteza.
(post de João Paulo Feliciano)
Pat and Mick - I Haven't Stopped Dancing Yet
Publicada por
Paulo Caiado
à(s)
22:28
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